ISO: Regulando a Sensibilidade à Luz do Ambiente

Hoje vamos falar de algo bem básico da fotografia, mas extremamente importante: o ISO, ou sensibilidade ISO.

Entender deste assunto é tão importante quanto entender da abertura e velocidade do obturador.

O que é ISO?

Vem da sigla International Standards Organization. E o que significa? Ele indica a sensibilidade do sensor da sua câmera à luz do ambiente. Na prática, é bem simples:

Maior número = Maior sensibilidade para perceber luz.

Menor número = Menor sensibilidade para perceber luz.

Quem fotografa há mais tempo, lembra que o nome usado era ASA. Isso para as câmeras analógicas. Antes, não era possível trocar o ISO a cada foto, como hoje, com as câmeras digitais. Se um fotógrafo começava o filme com um tipo, ele tinha que ir até o fim. Seja o filme de 12, 24 ou 36 poses.

Hoje, cada vez que um fotógrafo aumenta o ISO, o sensor dobra sua capacidade de sentir a luz. As escalas são as seguintes: 100, 200, 400, 800, 1600, 3200 e por aí vai.

Guia de sensibilidade do ISO na câmera fotográfica É impossível fotografar sem o ISO. Hoje, todas as câmeras informam qual está sendo usado, então, é só ajustar caso queira a foto de outro jeito. Importante dizer que quanto maior for o ISO, mais risco você corre de comprometer a qualidade da foto. Há o risco de deixar a imagem “granulada”. Ou seja, se o dia estiver bonito, com luz boa, não o aumente.

Logo, quando o ambiente estiver muito escuro, aumente-o. Há outros recursos, é claro, como usar o flash ou aumentar a abertura, mas você pode combinar esses três recursos.

Como escolher o melhor?

As câmeras fotográficas costumam oferecer de 100 a até 1600. Quanto mais recente, porém, o espectro é maior.

Então, recapitulando:

ISO, abertura e velocidade são os assuntos que você deve dominar. Nada menos do que isso. Os três mais importantes recursos da fotografia são os que vão garantir fotos lindas.

Anime-se depois para fazer um Fotolivro autoral com suas fotos. Vale a pena guardar seus cliques para sempre. Os mais lindos você ainda pode transformar em um elegante Canvas. Fica a dica! 😉

Regra Sunny 16: A Exposição da Luz do dia nas Fotos

Vamos falar de mais uma técnica de fotografia? Desta vez, vamos ensinar como colocar em prática a regra sunny 16. Nunca ouviu falar? Olha só o que ela pode fazer por suas fotos!

A regra sunny 16 ajuda você a estimar corretamente a exposição à luz do dia, sem ser necessário o uso de fotômetro. Antes de tudo, então, vamos explicar o que é o fotômetro.

O fotômetro é um aparelho que mede a intensidade da luz. Olha só como ele é:

O uso do fotômetro é comum entre fotógrafos e cinegrafistas para medir a intensidade da luz em um determinado ambiente e assim conseguir bons filmes e imagens.

A Regra Sunny 16 não é uma Regra

Apesar de ser conhecida como “regra sunny 16”, não é uma regra. Melhor seria considerar um método, um guia, algo que se pode seguir ou não. Ou seja, não há obrigatoriedade. Mas como é conhecida desta forma, vamos manter o nome aqui.

Bom, vamos à prática?

É bem simples usar a regra sunny 16, olha só. Nos dias ensolarados, basta usar a abertura igual ao ISO do filme. Por exemplo, para filme ISO 100 escolha velocidade 1/100 s.

Já a abertura, você pode usar ajustar de acordo com essa tabela:

Hoje, com as câmeras digitais, é possível trocar a sensibilidade ISO a cada foto. Quando a regra sunny 16 surgiu, não. Ela foi, na verdade, uma alternativa para medir a intensidade da luz. Além do mais, antes também não era possível verificar se a foto havia ficado boa.

Então, a regra sunny 16 foi criada para ajudar quem trabalhava com imagem. Por isso que, como dissemos no início, ela ajuda quem não possui um fotômetro.

Como ela se aplicar apenas às áreas externas, e deve ser entendida apenas como um guia, será interessante que, na medida em que for praticando e entendendo à lógica desses números, vá decorando esses números.

Assim como acontece com todas as técnicas. Depois de dominá-la, você poderá quebrá-la.

Desejamos ótima prática e, nunca se esqueça: revele suas fotos. Foto é um pedacinho de memória que merece ser guardado para sempre.

Bokeh: Lindas Fotos Desfocadas com essa Técnica

Como existem técnicas de fotografia, né? Basta decidir aprender mais que um universo de possibilidades se abre. Desta vez, olha só! Vamos falar da técnica bokeh. Já ouviu falar?

Bokeh – Desfocando e Distorcendo

Bokeh é uma técnica que se aplica às áreas desfocadas ou distorcidas de uma imagem. O objetivo é destacar algo específico e, no pano de fundo, deixar que as luzes tomem forma de pequenas bolhas coloridas. Repare só nesta imagem.

Bokeh: Lindas Fotos Desfocadas com essa Técnica

Você percebe que há algo em primeiro plano, em destaque, e que atrás as bolinhas “enfeitam” a foto, deixando-a, inclusive, mais “mágicas”, com um quê de encantador.

A técnica bokeh funciona meio que como o nosso olho, porque quando focamos em algo, o restante perde a importância em termos de nitidez. É uma forma de nosso cérebro separar o que é importante naquele momento de todo o resto. No caso da bokeh, é a lente que “separa” tudo.

Em resumo: é a relação entre profundidade de campo e abertura o segredo da técnica Bokeh.

Regras da técnica Bokeh

A primeira regra para utilizar a técnica é ter uma lente clara. Você pode, claro, escolher a lente, mas se deseja uma dica, experimente a 50mm.

Segunda: o que você vai fotografar. É bom que seja um ambiente (interno ou externo) cheio de luzes.

Em terceiro: você quer as bolinhas ou desfoque?

Quarta dica: repare na sua distância do objeto do primeiro plano e na sua distância do que deseja aplicar a bokeh. É essa distância que vai determinar a abertura que deve usar.

Para você ter uma ideia de números: se deseja menor abertura, use 5.6; se deseja maior abertura, use 1.8. Você também pode variar e ir checando os resultados. Variar tanto no uso das lentes como na abertura. Como em todas as técnicas, o importante é fotografar muito para aprimorar a prática.

Se você deseja bokeh desfoque, siga essas dicas: muito desfocado, maior abertura; pouco desfocado, menor abertura.

A mesma regra vale para os fundos: mais distante, menor abertura; menos distante, maior abertura.

Experimente mais essa técnica e faça lindas fotos. Solte a imaginação e explore todas as possibilidades.

E, claro, não se esqueça de revelar suas fotos depois ou mesmo fazer o seu primeiro Fotolivro autoral. Que tal?

Longa Exposição: Fotos Incríveis com essa Técnica

Ei, quer aprender a fazer fotos com longa exposição? Hoje vamos ensinar essa técnica para você deixar suas fotos ainda mais lindas. É muito fácil, viu?

Quando você vê uma imagem de uma cachoeira onde a água parece algodão ou uma textura aveludada. Ou ainda, quando o mar parece que tem uma linda espuma homogênea, meio névoa. Céus estrelados, fogos de artifício e por aí vai. Uma fotografia só fica dessa forma quando é feita com essa técnica, a de longa exposição. As fotos viram quase obras de arte.

O que é a técnica de longa exposição

Exposição é o tempo de capturação da imagem. Ou seja, quando o obturador fica aberto por longo tempo.

Quando falamos de foto de longa exposição, até parece que essa imagem leva horas para ser capturada. Mas não! Uma longa exposição pode ser, por exemplo, 1 segundo. É que, como o “clique” é muito, muito rápido, 1 segundo pode ser algo “demorado”.

Só que mesmo 1 segundo pode dar algum trabalho. Portanto é importante paciência e… treino.

É importante que na hora do clique a câmera não trema. Por isso, é imprescindível um tripé. Se você não tiver um, improvise com alguma cadeira, mesa, o que der estabilidade. Se você tiver um disparador remoto, melhor ainda.

Pois, então! A paisagem está lá, bela à sua frente e esperando para ser eternizada, e você já está com o apoio firme. Na hora que for clicar, importante: clique no botão e não o solte. Claro, solte, mas só depois de um longo tempo. Lembrando que esse longo pode ser 2 segundos.

Se a sua foto ficar tremida, não se preocupe. E, olha, isso pode mesmo acontecer, por isso não desanime e vai tentando.

Se o cenário que você deseja fotografar for bem claro, mas bem claro, dificilmente você conseguirá esse efeito, ainda que diminua o ISO e feche bem o diafragma.

Uma dica importante também é: evite dias com muito vento. Ou, se mesmo assim decidir fotografar com a técnica de longa exposição, tente diminuir a ação do vento sobre a câmera com alguma proteção. Outro detalhe é a alça. Deixá-la solta pode também fazer com que a câmera trema.

Recomendamos que você faça uma pesquisa aprofundada só de imagens feitas em longa exposição. Você vai encontrar umas es-ton-te-na-tes!

Histograma: Controle a Luminosidade das Fotos

Você tirou fotos ótimas, mas só checou pelo visor da câmera. Aí, sentou na frente do computador e viu que elas não estavam tão boas assim… Umas mais escuras, outras mais claras, umas com partes escuras e partes claras desproporcionalmente. Pensando em tratá-las para deixá-las mais bonitas. Que tal usar o histograma?

O quê é o histograma?

O histograma é um conjunto de gráficos que mede a luminosidade da sua fotografia. Ele leva em consideração 256 tons diferentes de luminosidade e é muito importante para equilibrar a exposição. Ou seja, ele ajuda a corrigir

O que acontece bastante é acharmos que uma foto está boa, porque a olhamos pelo visor minúsculo das câmeras, e aí quando abrimos a imagem no programa de edição ela não está tão boa assim: ou com falta de luz ou com excesso de luz.

O que o histograma faz é mostrar em quais pontos da imagem você pode “corrigir”, ou mesmo alterar, para criar uma foto diferente. O histograma permite isso: que você alcance o resultado que deseja. E, no caso de monitores desajustados ou mesmo telas menores, o histograma ajuda a estar mais certo do resultado.

Onde você encontra o histograma?

Vamos lá!

No Photoshop, basta acessar o menu “Window”, depois clicar em “Histogram”. Agora um segundo menu se abrirá. Aí é só ativar a opção “Expanded View” ou “All Chanels View”.

Quando estiver nesse painel, você vai acessar a opção “Channel”, os canais de cor e o canal de luminosidade. Aí é só estudar as variações e ajustar como você deseja. Lembrando que não existe certo e errado, e que o mais importante é chegar o mais perto possível do resultado que você deseja. Explore mais essa ferramenta e descubra as infinitas possibilidades de tratar suas fotos.

Ah, e não se esqueça de revê-las! Foto no papel tem muito mais significado.

Regra dos Terços: Conhece-a para fazer Fotos Incríveis

Para fazer fotos incríveis, preste atenção nessa super dica: regra dos terços.

Já ouviu falar?

Certamente, sim. Mas vamos explicar! Depois de aplicá-la, suas fotos nunca mais serão as mesmas.

A regra dos terços vem desde antes da fotografia. Ela é usada principalmente na pintura, para melhor enquadrar o objeto a ser pintado. Em nosso caso, ela também ajuda quem está fotografando porque permite a encaixar tudo direitinho na imagem antes do clique. A regra dos terços ajuda também a passar a mensagem certa na foto que você está tirando.

Bom, mas vamos às explicações mais práticas.

Aprenda sobre a Regra dos Terços

Para aprender o que é essa regra, pegue uma fotografia qualquer e desenhe o “jogo da velha” nela. O que for mais importante de sua foto deve estar no quadrado central. Claro, se não couber, que pelo menos você deve centralizar ao máximo.

A regra dos terços vai ajudar suas fotos a ficarem mais incríveis, mais “certinhas”, mas isso não quer que você não possa quebrar essa regra e fazer fotos mais criativas, dando importância a outros quadrados.

O mais importante na hora de fotografar é deixar a imagem harmônica. Por isso que aplicar a regra dos terços ajuda, mas não deve “engessar” sua prática de fotografar. O que queremos dizer?

regra dos terços - horizonte - crédito: dicas de fotografia
regra dos terços – horizonte – crédito: dicas de fotografia

Bom, se numa cena você tem dois elementos essenciais – ou mais – eles não têm, claro, que ficar todos espremidos no quadrado central. As linhas servem apenas para equilibrar todos os elementos. Em fotos de natureza, por exemplo, é bem mais difícil colocar tudo no mesmo quadrado ou linha. Porque, normalmente, céu, mar, flores, tudo tem importância. Neste caso, ou você harmoniza tudo, cada elemento em uma linha, ou opta por dar destaque a um único elemento.

Antes de fotografar por aí, colocando em prática a regra dos terços, analise algumas fotografias. Isso sem dúvida vai facilitar sua prática, depois. Repare em fotos que valorizam essa regra e fotos que quebram essa regra e ainda assim ficam sensacionais.

A parte muito boa da regra dos terços é que praticamente todos os celulares e câmeras já vêm com essas linhas no visor. Na hora que você estiver fotografando, você só vai precisar prestar atenção e enquadrar tudo direitinho.

Sucesso em suas próximas fotografias e não se esqueça de revelar suas fotos depois! Elas merecem ser eternizadas!

Luz Dura e Luz Difusa: suas Fotos Muito mais Incríveis

Você já ouviu falar em luz dura e luz difusa?

Hoje vamos explicar para você a diferença entre elas e como você pode usar as duas para suas fotos ficarem ainda mais incríveis.

Quando você ouvir falar de luz dura na fotografia na próxima vez, quer dizer que a luz “dura” vai gerar uma sombra bastante visível naquilo que você está fotografando. Em outras palavras, seria gerar um alto contraste.

No resumo, difusa ou dura, significa apenas luz e sombra, mas a maneira como uma passa para a outra é que determina os dois tipos.

Luz dura, onde percebemos?

É fácil perceber a luz dura, por exemplo, quando olhamos as sombras que o Sol provoca. O mesmo acontece com as velas. As sombras são mais marcantes, certo? Toda vez que essa sombra estiver muito evidente, a luz é dura.

Agora, o que é a luz difusa?

Essa é a luz que é “filtrada” por um difusor. Seja de vidro ou acrílico, o difusor diminui a intensidade da luz dura. Se reparar nas fotografias, a luz difusa não provoca sombras fortes. Ou seja, a iluminação da foto é mais homogênea, mais equilibrada.

Mas tem também a luz direta, certo?

Já a luz direta, essa é a que cai diretamente sobre uma determinada superfície. Um exemplo? Fotos de peças quadros numa parede ou de esculturas. A luz indireta provoca sombras duras, ou seja, sombras bem escuras.

E luz indireta, existe?

Sim, luz indireta existe. Ela também tem o nome de luz rebatida. A diferença é que a luz indireta vai direto para outra superfície e aí a luz reflete em várias outras direções. Neste caso, a foto fica mais suave.

Agora você pode explorar mais essas possibilidades e tirar fotos novas incríveis. Ah, e não se esquece de revelá-las depois, viu? Fotos especiais devem ser para sempre.

Flash: Saiba o uso Correto e tire Lindas Fotos

Quando você fotografa, costuma usar flash?

Para quem não abre mão desse recurso, há dicas muito importantes para que suas fotos não percam a qualidade e fiquem ainda mais bonitas, pois o mau uso do flash pode estragar seus cliques.

Confira o uso correto do Flash

Saber a hora certa de usa-lo pode não ser tão fácil assim. Por isso acontecem erros clássicos na hora de fotografar, principalmente quando luz. Pois é. Existe quem o usa mesmo quando há luz suficiente.

O flash só é indicado quando não há luz suficiente. E em outras circunstâncias, ele também pode ajudar a preencher sombras ou mesmo equilibrar a exposição daquilo que você quer fotografar em relação ao fundo do cenário. Ou seja, as cores ficam mais uniformes.

Um erro que pode acontecer quando se usa o flash de qualquer maneira é destruir o cenário onde o seu objeto está. Por isso que em alguns casos, mesmo que não haja tanta luz, é melhor não usa-lo. A pouca luz pode preservar clima do cenário, enquanto o flash o destruiria. É fácil notar isso em fotos mais românticas, por exemplo.

Evite também usa-lo muito em cima do objeto que você vai fotografar. A luz muito em cima deixa um rosto brilhante, por exemplo. Ou com aquele aspecto desagradavelmente oleoso. Se você precisar mesmo dele, use um pedaço de papel de seda ou papel vegetal na frente da saída de luz.

Se você costuma tirar fotos do celular, o flash em aparelhos Smartphone costuma ser muito forte, uma vez que a luz compensa o tamanho do flash, que nas câmeras é bem maior. Então, a luz sai muito forte, ou muito “dura”, como se fala na fotografia.

Uma dica que pode ser muito útil, para usar em conjunto, é a lanterna do celular. Se você estiver com amigos, peça o celular de outra pessoa para usar a lanterna, que tem uma luz forte e vai iluminar o ambiente. E aí, com o seu aparelho você faz a foto.

Agora é só pegar sua câmera fotográfica e arrasar nas fotos!

Diafragma da Câmera Fotográfica: Controle a Luz

Você sabe o que é um diafragma?

No corpo humano, é um músculo junto às vértebras lombares que separa a cavidade abdominal da cavidade torácica. Ele nos permite respirar.

Já reparou que uma câmera fotográfica possui “detalhes” que o corpo humano também tem? Principalmente os nossos olhos. Logo…

Você sabia que uma câmera fotográfica também o possui?

Pois é! Assim como no nosso corpo o diafragma abre e fecha, nos ajudando a respirar, na câmera, ele é responsável por regular a entrada de mais ou de menos luz.

Como é o diafragma da câmera fotográfica?

O diafragma da sua câmera provavelmente é composto por várias lâminas. Ele é representado pela “letra” ƒ.  Há sempre um número depois do símbolo e esse número equivale à abertura.

É no abrir e fechar dessas lâminas, portanto, que a luz entra e a foto é feita. E, justamente porque é “regulável”, ele consegue alterar a intensidade da luz. Você o controla na sua câmera.

Obturador

É possível confundir o obturador com o diafragma. Por isso, vamos tentar diferenciar um de outro.

Na câmera, o diafragma atua juntamente com o obturador, que é a “janelinha” da câmera. Essa imagem explica melhor:

A principal função do obturador é proteger o sensor, por isso ele se abre rapidamente para deixar a luz passar. Já o diafragma controla a quantidade de luz que chega até o obturador. Um abre e o outro controla, certo?

Então, quanto menor for a abertura do diafragma, mais tempo o obturador ficará aberto. De maneira contrária, quanto maior a abertura, mais rápido será o disparo.

Agora, o diafragma da câmera fotográfica também tem outra função. Ele controla a profundidade da área a ser capturada. O que é isso? Vamos explicar.

A profundidade é o alcance que a imagem tem. Em outras palavras, é o quão distante você consegue enxergar numa foto de maneira nítida. É possível controlar também essa nitidez. Você pode apenas mirar um detalhe e desfocar todo o resto, por exemplo. Pelo diafragma da câmera, quanto maior for a abertura, menor será a profundidade de campo. Ou seja, apenas o que estiver perto ficará nítido.

Para reparar bem nos “efeitos” que ele “causa” numa imagem, fotografe prestando atenção, controlando a luz. Perceba os efeitos na imagem na medida em que vai alterando a entrada de luz. Como em tudo, quanto mais você treinar, melhor controle terá e mais lindas serão suas fotos.

Boa sorte!

Efeito Panning: Movimento e Beleza em suas Fotos

Você certamente já viu fotografias com efeito panning, mas talvez não associe a imagem ao estilo. Fotografias assim são sensacionais pelo efeito de movimento que provocam.

Vamos falar um pouquinho de fotografia panning hoje.

O efeito panning é um efeito “ótico”, que é feito pela própria câmera fotográfica. O que causa o panning é a “velocidade de obturação lenta”. Toda câmera tem um obturador, que é por onde a foto é capturada. Didaticamente falando, é a janelinha que se abre, pode onde o fotógrafo olha o que está na cena, no quadrante da câmera. O efeito panning depende da velocidade que a janelinha abre. Quanto mais devagar, mais acentuado o efeito.

Como acontece o efeito panning?

No efeito panning é possível manter foco em algo determinado e aí o fundo fica “borrado”, dando a ideia de velocidade. Especialistas recomendam a começar a fotografar com 1/30. Até conseguir a foto em efeito panning perfeita, pode demorar um pouco. Por isso é bom ter paciência e ir treinando, treinando.

Bom, agora vamos às dicas práticas para fazer ótimas fotografias com efeito panning:

  • Tente acompanhar, com a câmera, o objeto que vai estar em primeiro plano.
  • Se possível, use tripé ou monopé.
  • Treine em mirantes que possibilitam ver carros em alta velocidade.
  • Tente combinar as cores do fundo com as cores do objeto que vai fotografar.
  • Você pode também optar pelos contrastes. Quanto mais, melhor.
  • Busque o máximo de nitidez no objeto que vai fotografar.
  • Use a criatividade para treinar: com o seu cachorro correndo, numa grande avenida, pássaros voando, corrida de bikes e por aí vai.

Efeito panningo por software? Sim!

Também é possível obter o efeito panning na hora de editar as imagens. Para fazer o efeito no Photoshop, olha só o que você deve fazer:

No menu, basta clicar em “Filter”, depois em “Blur”, e logo depois em “Motion Blur”.

O efeito “não natural”, porém, não é tão legal e nem simples de fazer. Vai dar mais trabalho, mas se tiver paciência, pode resultar em algo legal.

Importante para obter o efeito panning no Photoshop:

  • Ajude o ângulo,
  • O efeito no Photoshop é ajustável, você pode deixar suave ou mais agressivo.

Há mais itens no menu que vão ajudá-lo, vale fuçar direitinho, com paciência, e ir testando: “Layer”, depois “Layer Mask”, e depois “Reveal All”.

O mais importante, porém, para conseguir o efeito panning, seja com a câmera ou no Photoshop, é tentar muito, é não desanimar porque é difícil mesmo.

Assim que suas fotos ficarem lindas, não esqueça de revelá-las.